Tu, pediste a rosa, Dei-te.
Uma vez em meus braços, pediste-os, eu dei.
Com, doçura pediste, fidelidade, e dei.
Quando falei vantagens, dos sonhos meus,
tu pediste, e os dei.
Para o mundo andar, minhas pernas, as dei.
O tempo fez uma volta, o arco reluziu, te dei.
Meu tronco, o abraçaste, e a ti o dei.
O horizonte infinito, tal qual a desejo, e o dei.
Minha cabeça, junto os pensamentos, a ti dei.
Nada mais restando, para te dar, devolveste-os.
E, novamente, não pediste a rosa, mas a ti dei.
Uma vez pediste-me, por inteiro, e me dei.
Eis o ciclo do amor: esse se dar, receber-se de volta,
e, de novo, dar-se.
José do Vale Pinheiro Feitosa
Uma vez em meus braços, pediste-os, eu dei.
Com, doçura pediste, fidelidade, e dei.
Quando falei vantagens, dos sonhos meus,
tu pediste, e os dei.
Para o mundo andar, minhas pernas, as dei.
O tempo fez uma volta, o arco reluziu, te dei.
Meu tronco, o abraçaste, e a ti o dei.
O horizonte infinito, tal qual a desejo, e o dei.
Minha cabeça, junto os pensamentos, a ti dei.
Nada mais restando, para te dar, devolveste-os.
E, novamente, não pediste a rosa, mas a ti dei.
Uma vez pediste-me, por inteiro, e me dei.
Eis o ciclo do amor: esse se dar, receber-se de volta,
e, de novo, dar-se.
José do Vale Pinheiro Feitosa

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